Andava por aqui a vasculhar no meu "lixo" e encontrei um caderno antigo, já com uns anos. Qual não é o meu espanto quando o abro e encontrei lá dentro um texto que escrevi nessa altura, já nem me lembro para quem era, muito sinceramente, mas decidi partilhar convosco a minha antiga incursão pela escrita.
"Não consigo exprimir-me com ninguém, não tenho ninguém com quem desabafar. Não diria sofrer, mas as coisas que sinto não as consigo exprimir. Não as posso exprimir...
It's like one giant snowball. Tudo acontece ao mesmo tempo. Por vezes sinto falta de um abraço, uma palmada nas costas. Por vezes apetece-me gritar, chorar, deitar tudo cá pra fora. Mas não consigo. Sou assim mesmo. Sinto interiormente, não quero que ninguém saiba aquilo que me vai na alma. Só o suficiente.
Sei que é uma fase, uma má fase. Sei que tudo vai passar, vai dar uma volta, que será por cima. Mas custa a passar. Sinto falta de alguém do meu lado. Não falo de família, esses estão sempre lá. Falo sim da alma gémea. Aquela pessoa tarda em aparecer. Por muito que queira, não consigo deixar de pensar que já a encontrei. Tenho pena que só eu pense assim...
Custa muito estar com uma pessoa, passar horas com ela, sair com ela. Olhar essa pessoa nos olhos e sentir-se seguro, sentir que podia dar certo, funcionar... Custa muito tentar passar por algo que não se é. Custa fingir de amigo quando aquilo que se sente é algo muito mais para alem da amizade. Uma amizade não nos deixa a pensar day in and day out na outra pessoa.
Faz-me falta ter-te a meu lado. Quando estou contigo o mundo pára. Pena o tempo não lhe seguir as pisadas. Consigo esquecer os meus problemas quando estás a meu lado. Sinto-me feliz. Sinto-me compreendido. Sinto apoio. Ligados desde sempre.
Parvoíces, são aquilo que escrevo."
digam de vossa justiça.
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um caderno para escrever é bem bom para desabafar! :)
ResponderEliminarPa, nunca te imaginei como escritor, mas até que há uma pinguita de jeito! xD
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